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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cuidados na compra de suplementos alimentares

foto: Gustavo Arrais

Achei muito interessante a reportagem de Thais Szegö para a Revista Saúde do mês de março, a respeito dos cuidados necessários na escolha das marcas de suplementos alimentares. A matéria relata os resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, em amostras de sumplementos de diversas marcas, concluindo que em 25% foi constatada a presença de esteróides, que não constavam dos rótulos dos produtos.
As marcas não foram divulgadas, mas sabe-se que seis delas eram nacionais, dez eram fabricadas no exterior e 95 nem sequer apresentavam no rótulo o país de procedência.
O alerta do Intsituto é que os consumidores procurem produtos de marcas reconhecidas no mercado e, sobretudo, que tenham registro no Ministério da Saúde e passem por inspeção da ANVISA (Agência Nacional de Saúde), o que garante a veracidade das informações contidas no rótulo e dá maior confiabilidade ao produto.
Pedimos à Equlibrium Nutrição Esportiva, que é um dos patrocinadores do clube de corrida da Academia A! Body Tech, para que falasse um pouco sobre a importância deste registro no Ministério da Saúde e esclarecesse se seus produtos atendem a estas especificações e a resposta dada foi a seguinte:

"REGISTRO MS = GARANTIA DE EFICÁCIA E SEGURANÇA

Um assunto muito importante para quem consome suplementos alimentares, porém ainda desconhecido por muitas pessoas, é a importância do registro MS (Ministério da Saúde).
Os suplementos alimentares precisam ser autorizados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que possam ser comercializados no Brasil.
Órgãos públicos como a ANVISA avaliam minunciosamente cada ingrediente do produto, verificam os estudos científicos referentes aos benefícios propostos e apenas autorizam o produto para venda quando todas as exigências forem cumpridas.
O número do registro MS deve constar no rótulo do produto para que você tenha certeza de que ele é regularizado.
Na Equilibrium Nutrição Esportiva, em todos os produtos você vai encontrar o número do registro MS.
Partimos da premissa que o comprador de suplementos e produtos naturais quer obter resultados positivos ao mesmo tempo mantendo a sua saúde. É justamente esta filosofia que guia a seleção de produtos que você encontra disponível na Equilibrium Nutrição Esportiva".


Que bom, fico feliz com a resposta! Tomem cuidados sempre com a procedência dos suplementos alimentares e sempre usem conforme orientação nutricional, ok?

Um abraço,

domingo, 29 de março de 2009

Incontinência urinária em corredoras

Depois que comecei a ajudar o clube de corrida escrevendo alguns posts para esse blog, algumas mulheres me procuraram e pediram que eu escrevesse sobre um assunto que as deixa bastante constrangidas e que pode ser considerado um "tabu das corridas de rua": a perda involuntária de urina durante a atividade física (ou, em palavras mais técnicas, a incontinência urinária nas mulheres atletas). Aproveitando o fato de que sou uma pesquisadora nata, e de que já havia escrito alguns textos em homenagem às mulheres, em razão das comemorações do dia 8 de março, resolvi me debruçar sobre o tema e compartilhar alguns dados.
Em primeiro lugar, as pesquisas ressaltam que as mulheres que foram consultadas para a realização de experiências sobre o assunto relataram que a perda de urina "é muito embaraçosa" e que "afeta a concentração e a performance". Os médicos especialistas em medicina do esporte alertam que é preciso muito tato por parte dos treinadores para lidar com as mulheres atletas, já que estas normalmente se sentem intimidadas a tratar sobre esses assuntos com um homem, o que acaba prejudicando a prevenção e a própria orientação profissional que eles poderiam lhes prestar. Ressaltam, ainda, que "várias pesquisas demonstram que as mulheres atletas não devem ser avaliadas e treinadas da mesma forma que os homens, devido a fatores não apenas hormonais, mas também a eventuais distúrbios clínicos aos quais são mais suscetíveis, como a incontinência urinária e os distúrbios alimentares".
O Ambulatório de Ginecologia do Esporte da UNIFESP, que presta assistência e orientação médica às mulheres atletas, tem a pesquisa mais completa sobre a incontinência urinária nas mulheres corredoras (publicada pela Revista da Assoc. Med. Bras., vol. 54, nº 2, São Paulo, março/abril de 2008). Chegou-se à conclusão de que 62% das corredoras de longa distância são atingidas pela incontinência urinária, sendo que a perda de urina é mais significativa durante as competições (cerca de 65,2%).
A corrida foi considerada, ainda, uma atividade física de risco significativo para o desenvolvimento da incontinência urinária, já que a "força vertical de reação máxima do solo" é de 3 a 4 vezes o peso do corpo quando corremos, o que acaba sobrecarregando o assoalho pélvico, responsável pela contenção da urina. Mesmo assism, concluiu-se que a corrida de longa distância não apresenta grande impacto ao assoalho pélvico, e que talvez a maior incidência deste distúrbio nesse tipo de corredora se deva, na verdade, a uma maior fadiga muscular.
São, ainda, considerados fatores de risco: mulheres que já tiveram filhos, especialmente por parto normal, que apresentam lesões e ligamentos mais afrouxados na região, obesidade e idade avançada. Também foi identificada uma possível relação com distúrbios alimentares.
Assim, diante de tudo isso, o que pode ser feito para evitar o desenvolvimento desse distúrbio ou para eliminá-lo? Há exercícios que podem ser feitos, sob indicação de fisioterapeutas, ou do próprio profissional de Educação Física, para o fortalecimento do assoalho pélvico. Em casos mais graves, é preciso às vezes a estimulação por aparelhos, medicação, e, eventualmente, intervenção cirúrgica.
Se você sofre desse mal, ceda à tentação de beber muito líquido antes da corrida, principalmente se não houver banheiros dignos aos quais recorrer... beba somente o necessário para a hidratação, e não corra com a bexiga cheia, segurando a vontade de fazer xixi, pois isso faz mal e piora a situação...
Well, girls! Espero ter contribuído de alguma forma para a vida de vocês... E lembrem-se sempre:ao persistirem os sintomas, não deixem de consultar um médico, ok?

sexta-feira, 20 de março de 2009

Corrida durante a gravidez

foto: 02 por miuto

Aproveitando este "mês das mulheres" e as comemorações e homenagens que se seguem ao dia 8 de março, resolvi compartilhar um pouco da pesquisa que fiz sobre corrida durante a gravidez. É verdade, tenho que admitir que a vontade de ser mãe tem batido forte no meu coração (chamo-a de "heróica pancada". Quem estudou na São Francisco vai saber do que eu estou falando...). Daí o interesse por saber mais sobre esse tema, já que me tornei uma viciada em corrida... É que a vontade de ser mãe é muito grande, e tudo o que puder ser feito em benefício do feto deve ser respeitado, porém aquele medinho de ter que parar de correr por 10, 12 meses parece tããããããooo sombrio... Afinal, a corrida faz um bem tão grande para o espírito! E só de imaginar o desastre que seria para o condicionamento ficar tanto tempo parada, então, dá até calafrios!
Então, felizmente, constatei que é possível correr durante toda a gravidez, e isso até traz excelentes benefícios para a hora do parto e para a saúde do bebê, desde que sejam atendidos os seguintes cuidados:

1) a gravidez precisa ser saudável
2) o médico precisa saber e autorizar a prática, após analisar a sua situação específica
3) você só pode correr durante a gravidez se já tiver esse hábito. Não é possível iniciar essa prática após ter engravidado
4) a quliometragem costumeira deve ser reduzida
5) a freqüência cardíaca deve ser controlada, e a corredora grávida deverá se ater ao esforço do tipo leve a moderado
6) a futura mamãe pode participar de provas normalmente, desde que as encare como um simples treino, sem qualquer pretensão de competir ou reduzir tempo. Deve também tomar cuidado com quedas, o que pode ser potencializado com as multidões (dica: escolha provas menos tumultuadas, de pequenas distâncias. Dê preferência a horários menos ensolarados e largue no final, tranqüila...)
7) todo o cuidado é pouco com lesão e quedas. Isto porque os ligamentos da grávida ficam mais frouxos e o seu centro de gravidade muda.
8) não controlar demais a alimentação, para não faltar nutrientes para o bebê (não é o momento para ficar controlando o peso, até mesmo porque você já gastará energia suficiente...)
9) no final da gravidez, o tamanho da barriga pode atrapalhar, comprimindo o diafragma e dificultando a respiração. Cabe à corredora ter o bom senso sobre a hora de parar. No final da gravidez o melhor a fazer é passar para exercícios de menor impacto, como corrida na água, hidroginástica ou spinning, sempre na freqüência cardíaca própria para a sua condição e sob orientação do profisisonal de educação física.
10) privilegiar os momentos de descanso entre os treinos (fundamental. Relaxe principalmente a lombar, e coloque os pés para cima)
11) não use em hipótese alguma suplementos sem o conhecimento e autorização do médico.
12) beba muita água
13) o exercício deve ser imediatamente suspenso mediante qualquer incômodo ou sinal de mal estar

Daí é só aproveitar esse momento tão lindo. No meu trabalho, convivo com uma corredora que está grávida. O nome dela é Valesca. Ela correu a Meia Maratona do Rio, e continuou treinando... Da experiência dela, e do que ela me passou, teve que reduzir bastante o seu ritmo e passou a trotar nos treinos. Já no final da gravidez, tem só caminhado, além de fazer os exercícios de ginástica localizada especialmente prescritos para a sua condição. No nosso clube de corrida também temos uma colega que vai ser mãe, a Thereza. Quando correu a corrida da Track and Field já estava grávida e ainda nem sabia...
É isso aí: acho que para a Meia Maratona eu já estou pronta, mas será que estou preparada para essa Ultramaratona que é ser mãe?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Alongamento antes da corrida: fazer ou não fazer?


Sabia que não há estudos que comprovem os benefícios do alongamento estático realizado antes dos treinos, se realmente protegem o corpo contra lesões? Existem estudos que mostram que esses exercícios comprometem o rendimento. Quem nunca ouviu que alongar antes do treino seria bom? Com tantas controvérsias, nunca se sabe o que é mais indicado ou não. Não é difícil encontrar nos parques e nas academias atletas iniciantes e até avançados alongando-se antes dos seus treinos e competições. E quando se pergunta o por que do exercício de alongamento antes das atividades a resposta é sempre a mesma: “Para aquecer e prevenir lesões”.
O maior problema não está no alongamento antes, e sim no alongamento estático antes das atividades. Um estudo realizado por Ercole Rubini, fisioterapeuta, professor de educação física e coordenador do laboratório de fisiologia do exercício da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro, comprova a diminuição do desempenho do atleta em até 12% quando se realiza o alongamento estático antes das atividades. Em sua pesquisa, foram avaliados 18 homens ativos, que depois de realizar ou não o alongamento, tiveram a sua força mensurada em um aparelho isocinético. Esses exercícios elevam a temperatura corporal e também não diminuem o risco de lesão. Fisiologicamente falando, podemos explicar a queda no rendimento dos atletas que praticaram exercícios de alongamento estático antes de treinar ou competir. A redução de pontes cruzadas no sarcômeros (unidade contrátil básica do músculo), diminuindo a contração muscular, é uma delas. A segunda é a perda da capacidade de excitação dos motoneurônios alfa, neurônios responsáveis por enviar o sinal para a contração dos músculos. Acredito que esses exercícios só são prescritos por aqueles que não compartilham da mesma opinião ou que ainda não se atualizaram. E sobre atualização é importante ressaltar que não há uma verdade absoluta e que com as pesquisas na área de saúde sendo sempre reavaliadas pode ser que daqui a algum tempo alguém possa dizer o contrário e provar essa verdade. Não é que os exercícios do tipo estático sejam maléficos ao corpo, só não promovem benefícios quando realizados antes da atividade.
Uma outra matéria da revista Contra Relógio de Dezembro 2008, “COMPROVADO: Alongar antes de correr nada ajuda e até prejudica!”, traz o mesmo contexto e ainda fala de um outro artigo pela Universidade de Nevada (EUA) publicado na edição de setembro do Journal of Strength and Conditioning Research, e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo, dia 08/11. A edição de janeiro 2009 traz, ainda, a seguinte matéria: “ Alongar antes de correr ajuda ou atrapalha? A opinião dos treinadores!”, aqui alguns treinadores de Brasília, Rio e S. Paulo falam sobre as suas opiniões.


Por Lázaro de Sousa Barrozo, professor da Academia A! Body Tech, Unidade Brasília, personal trainner e coordenador do Clube de Corrida.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Corrida com cachorros


esta foto é da Luma, a cocker spaniel do Lázaro, com a merecida medalha após correr 10 km!


aqui, em close, vestida a rigor para uma festa...

Sendo o melhor amigo do homem, é natural que o cachorro acabe participando das principais atividades do dono, e, por que não, dos treinamentos de corrida... Quem corre acompanhado de seu auau faz questão de ressaltar que os treinos são mais agradáveis e são um estímulo a mais para sair de casa...

Veja uma matéria no vídeo abaixo, sobre os benefícios de correr com cães:

http://o2porminuto.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idCanal=3&idMateria=2323

Essa é a situação do nosso professor de running, o Lázaro, que garante que a corrida não faz mal ao animal, desde que sejam respeitados os seus limites e atendidos alguns cuidados básicos, como hidratação sempre que o bichano sentir necessidade, e aumento progressivo da quilometragem. A Luma, sua cadelinha da raça cocker, por exemplo, segue uma planilha de treinamento própria e já é capaz até de disputar uma corrida de 10 km ao lado do dono numa boa. "A Luma não faz atividade física por questões meramente estéticas", brinca. "Ela estava acima do peso e a veterinária recomendou que fizesse algum tipo de exercício, para manter a saúde..."

Vão aí mais algumas dicas para garantir a saúde do seu pet:

  1. treinar num horário mais fresco, especialmente se o seu cachorro tiver pelos longos
  2. dar preferência a treinos na grama ou em terra batida, porque a tempertura do asfalto pode machucar as patas do animal que, diferentemente de você, não usa tênis...
  3. fazer uma avaliação veterinária para saber se o animal está saudável, do mesmo modo que você deve fazer a avaliação médica...
  4. dar água com freqüência.

Já existem algumas corridas pelo Brasil que procuram alcançar também os animas de estimação dos atletas, e têm sido um sucesso. A da Track and Field que aconteceu no dia 30 de novembro em São Paulo, por exemplo, ofereceu até um kit especial para os cachorros que correram junto com seus donos, composto por: camiseta Thermodry, número de inscrição, caixa de biscoitos, squeeze, tudo isso embalado numa sacolinha própria para o amigo de 4 patas!!! Quem cunhou a expressão "vida de cão" mal imaginava que isso um dia se tornasse realidade...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Prevenir é melhor do que remediar



Por causa de um lesão por estresse no calcanhar, fui terminantemente proibida pelo ortopedista de realizar qualquer atividade com impacto durante 1 mês. Foi uma verdadeira “Idade Média” esportiva na minha vida...
Completamente afastada das minhas aulinhas queridas de running na academia, tive que compensar com a realização de outras atividades sem impacto, que demandassem o mesmo tipo de esforço a que estava acostumada, para tentar não perder o condicionamento físico específico da corrida. Nesse período, além do spinning, de grande importância foram algumas aulas de deep water running na piscina, ou seja, corrida realizada na água, com o corpo suspenso por um colete flutuador. Por não oferecer nenhum impacto que arriscasse a minha recuperação, e por imitar ao máximo os movimentos e os estímulos da corrida, consegui manter o condicionamento, o que colaborou, do ponto de vista psicológico, a não desistir de voltar a correr, e tentar a São Silvestre no final do ano, mesmo sendo pouquíssimo o tempo para me preparar.
Uma vez recuperada, fui em busca das causas para tamanha “tragédia”, sentindo-me até um pouco culpada por achar que talvez pudesse estar suportando um castigo por ter em algum momento extrapolado os limites do meu corpo... Comecei por fazer um exame de baropodometria, para verificar se havia algum problema com a minha pisada durante a corrida, conforme me havia aconselhado o médico. E não é que a causa estava lá, clara e cristalina, com uma incrível certeza matemática?
Em suma, descobri que tenho um pé extremamente cavo (não pensei que era tanto assim...) que quase não tem apoio, suportando todo o peso do corpo (que durante a corrida é multiplicado diversas vezes) em apenas dois pontos, exatamente onde tive a lesão. Além do que, descobri que a minha pisada durante a corrida é pronada, portanto o oposto do que os exames em lojas de tênis apontavam (e eu já havia feito diversos, sempre com o mesmo resultado)!
Com esse teste pude fazer uma palmilha que me dá a sustentação adequada e comprar um tênis de acordo com a minha pisada, o que me deu um enorme alívio e a certeza de que, mesmo sendo uma corredora amadora, fiz tudo o que podia para poupar o meu corpo, e continuar a sentir prazer com a atividade física que eu escolhi.
Por isso, atletas de plantão, tomem todas as cautelas que puderem para desfrutar ao máximo de suas atividades esportivas sem lesões. Às vezes um investimento maior em sua saúde agora lhes poupará maiores gastos e aborrecimentos no futuro!
Thaís Aroca

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